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Em
janeiro de 1984 fotógrafo e jornalista
Sérgio Avellar retornou à Nicarágua para o Festival Nacional
Rubén Dario.
Foi uma visita de uma semana a convite do novo governo sandinista. Durante
esse período esse jornalista e militar eventual preparou um extenso portfolio para as
agências que representava e elaborou um completo dossiê que seria transformado num
livro sobre o conflito que fora cobrir como correspondente de guerra e seu
posterior envolvimento ativo, combatendo na luta armada, na condição de assessor de operações
especiais para a guerrilha sandinista, comandando a sua coluna pelas montanhas, muitas vezes arriscando e quase
perdendo a própria vida na luta armada em plena selva, levado por ideais de libertação e justiça.
Por diversas razões esse material permaneceu inédito, arquivado por muito
tempo.
Em 2004, no dia 19 de julho, comemorou-se a queda de Anastásio Somoza, um
cruel ditador subvencionado pelo governo norte-americano.
Vinte e cinco anos depois, não mais se ouve falar sobre a Nicarágua, apesar
de mais de 40.000 pessoas terem sucumbido entre a difícil revolução
sandinista e uma sangrenta guerra civil em busca de uma Pátria Livre. O país
se perdeu tristemente no vácuo político da América Central colonizada.
Com texto jornalístico e ilustrado com dezenas de imagens captadas por ele mesmo em seu trabalho como correspondente de guerra para a API durante
a revolução, esse livro trata dos fatos ocorridos durante uma espantosa semana em
1984, repleta de redescobertas, com suas considerações à respeito da
revolução sandinista, da causa e da participação do autor na luta pela
libertação daquele povo oprimido.
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